[FÉRIAS]: Comer, rezar, (ler), e amar!

“É melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição.”

Como prometido estou postando os livros que marcaram as férias da minhas férias duarante a vida, o primeiro foi A última Música, agora vamos ao próximo: Comer, rezar e amar! Muita gente já viu o filme, porém apesar do sucesso do livro nem tanta gente leu assim… Esse livro definitivamente pode ser considerado um “livro para ler nas férias”, pois nele a sua protagonista viaja o mundo para se encontrar: simplesmente tirando “férias” da sua própria vida.

Antes de mais nada o livro é uma espécie de autobiografia da autora (Elizabeth Gilbert Lambiasi), que ao completar seus 30 aninhos vê sua vida de cabeça para baixo!  Porque chegou uma hora que ela simplesmente se perguntou, o que raios eu estou fazendo com minha vida? Divorcia-se e parte em uma “aventura profissional” – já que editora que trabalha financiou sua viajem ao mundo – porém, o seu objetivo nesse plano é achar a si mesma: alguém que ficou perdia no meio da bagunça do seu casamento e estagnação passiva que ele proporcionou.

Não vou dar muitos detalhes desse livro, porque a sua interpretação é muito pessoal. Vi pessoas que o odiaram e outros que acharam “o livro da sua vida”. Enfim, o que vocês precisam saber é que primeiro ela passa pela Itália (Comer), depois pela Índia (Rezar) e por fim Indonésia (Amar – aí que ela se paixona por um brasileiro e blábláblá…).

“Eu estou apaixonada. Estou tendo um relacionamento com a minha pizza.”

A Itália, lá onde ela aprende italiano e faz bons amigos. Nessa parte ela rende-se ao vício da gula e aprende a parlar com gosto o italiano! Na índia ela fica em um retiro espiritual e aprende a aceitar e a conhecer ela mesma. Já em Bali, na Indonésia, ela aprende a sabedoria local e conhece o “amor da sua vida”.

O diferencial desse livro ao meu ver, não é o estilo da escrita, ou o trajeto ou desenrolar da trama, mas, sim na experiência de vida da escritora. Claro que não é possível agradar a todos, mas quem se identificou no livro absorveu muita coisa boa da leitura ou até mesmo aqueles que sonham em viajar o mundo devem ter sentido uma pontinha de inveja da Liz – é esse é nome da protagonista.

Eu: Chega! Por favor, pare! VOCÊ ESTÁ ME DEIXANDO LOUCA!!!!

Mente (Magoada): Desculpe. Eu só estava tentando ajudar.

O filme “engoliu” muita coisa do livro, mas foi uma boa light adaptação. Apesar de ter feito uma caricatura dos italianos, indianos, balineses e o nosso brasileiro não escapou (esse foi o pior, talvez eu ache isso porque eu sei como são os brasileiros – dos italianos que eu conheço alguns são até parecidos mas né… não tanto “mama mia” assim), o filme/livro até foi criticado por isso.  Claro que se tratam de experiência pessoais da autora, talvez o jeito de descrever dela não tenha agradado a leigos porque né…

Outro ponto rebatido é como se trata a espiritualidade na trama. Ela foi encontrar a si mesma e tropeçou com Deus no caminho… Aí não tem jeito vai ter gente que vai criticar e até chamá-lo de auto-ajuda, e vão ter aqueles que acham o “livro que mundo a vida” como eu já disse: muito pessoal quando se trata de religião.

Mas você tem que parar de ver o mundo através de sua cabeça. Em vez disso, precisa olhar pelo coração. Assim você vai conhecer Deus.

Um amigo meu que assistiu o filme não entendeu, só para constar. Quem engata em ler e até assistir uma dica: mente aberta, ok? Até se você é ateu, com certeza chegou a isso por algum caminho (espero que seja lendo Nietzsche e não pelo facebook), então não critique como os outros chegaram ao seu conforto espiritual, no máximo só tire o que for proveitoso e pronto. É só um livro, não um livro de regras para o Nirvana, pfv! Como a Liz disse: “Não dá para sair por aí catando qualquer religião“…

“Quantas noites faltam para você voltar para mim? Estou gostando de me apaixonar por você, querida. A sensação é tão natural, como se fosse uma coisa que eu tivesse sentindo a cada 15 dias, mas, na verdade, não sinto isso há quase 30 anos. Talvez isso só seja uma idéia idiota e romântica sul-americana, mas preciso que você entenda… querida, por você eu estou disposto até a sofrer. Qualquer que seja a dor que nos aconteça no futuro, já aceito, simplesmente pelo prazer de estar com você agora. Vamos aproveitar esse tempo. Isso é maravilhoso.”

Só para constar eu adoro crises existenciais, seja como for. Acho que já nasci encucada “Porque estou aqui, mamãe?” rs… Ah, quase me esqueci: já foi lançada a continuação do livro. O livro se chama “Comprometida”, quem sabe ele não cometa os pecadinhos do primeiro né? Não sei, preciso ler. Aproveitem janeiro! Porque lá se vão as nossas amadas férias!

E, se não acabar bem, pelo menos vai ser engraçado.

Lívia Reginato

2 thoughts on “[FÉRIAS]: Comer, rezar, (ler), e amar!

Deixar um comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s