Garotas do Rock!

Se você é menina e tem uma atitude ou guarda-roupa mais rocker, com certeza já recebeu olhares bem estranhos; mas não se preocupe! Hoje vou falar de algumas meninas e mulheres que com certeza já passaram pelo mesmo, já que o rock foi protagonizado por homens e muitas vezes é confundido com a falta de feminilidade. A questão é que muitas delas brilharam ou estão começando a brilhar pelo seu talento com a voz, guitarra ou mesmo pela beleza.


Começando pelo passado, temos a hippie Janis Joplin (1943-1970):

Ela foi considerada a Rainha do Rock and Roll, a maior cantora de rock dos anos 60 e a maior cantora de blues e soul da sua geração, mas com certeza o que se destaca na sua música é o rock psicodélico e o blues. Se vestia como poeta hippie e compunha como uma, mas as drogas (que estiveram presentes em sua vida desde os 20 anos e a levariam a morte por overdose de heroína aos 27) foram mais importantes. Em estrevista, declarou “posso não durar tanto quanto as outras cantoras, mas sei que posso destruir-me agora se me preocupar demais com o amanhã.”. De forma alguma Janis foi um exemplo de vida, mas seu talento é inegável. Com a voz poderosa, meio rouca e feminina, a cantora emociona qualquer em Cry Baby, por exemplo. Uma das últimas gravações feitas por ela foi Happy Trails que seria o presente de aniversário de John Lennon, que só recebeu a fita depois da morte de Janis.

A guitarrista Joan Jett (1958-):

Joan Jett é cantora, baixista e guitarrista, recebendo grande destaque como figura feminina do rock. Ela foi classificada pela Rolling Stone a 87ª melhor guitarrista de todos os tempos, e essa posição é louvável, já que a punica outra mulher da lista é Joni Mitchell. Formou uma banda de garotas em 1975 juntamente com Cherrie Currie, o The Runaways. A banda estourou com o disco “The Runaways” e a música Cherry Bomb mas durante muito tempo recebeu críticas negativas, pois o público não estava preparado para mulheres tão jovens e tão cheias de atitude, já que elas combinavam roupas de couro, peças de lingerie, agressividade e sensualidade no palco, enquanto suas músicas falavam de independência e sobre o próprio rock. Após o fim da banda, por conflitos internos e externos, Joan começa sua carreira solo. No entanto, seu maior sucesso viria ao formar Joan Jett and the Blackhearts, com a música I Love Rock n’ Roll, considerada pela Billboard a 28ª música de todos os tempos. Atualmente com 52 anos, Joan Jett continua trabalhando e não abandonou as roupas e maquiagem escuras, além de uma enorme energia para se dedicar ao punk rock.

A viúva de Kurt Cobain, Courtney Love (1964-):

Courtney Love viveu uma infância conturbada e ficou íntima da bebida, drogas e furto muito cedo, e por isso teria passado muito tempo em reformatórios, onde foi apresentada ao rock. A vida de Courtney foi instável durante muito tempo. Além de ter sido vocalista e baixista de bandas de curta duração, trabalhou como fotógrafa, atriz e também como stripper, chegando a fazer apresentações no Japão e Taiwan. Em 1991 consegue lançar o primeiro álbum com a banda Hole, o Pretty on the Inside; a banda viria a se separar em 2001 e voltar à ativa em 2009. Courtney chegou a se internar numa clínica devido ao vício em heroína, mas seu tratamento foi interrompido quando o marido Kurt Cobain fugiu do próprio tratamento e cometeu suicídio em 1994 (que muitos julgam ter sido na verdade um homicídio comitido por ela). Julgada, triste, mãe de uma filha que muitas vezes foi tirada de seus braços, Courtney é geralmente lembrada apenas pela sua relação com o vocalista do Nirvana e sua relação com as drogas quando é uma artista de grande talento. Sua voz é doce ainda que firme e sua guitarra varia de bases leves e calmas como em Malibu à um lado mais pesadinho em Celebrity Soul.

A polêmica Beth Ditto (1981-):

Beth Ditto é famosa por comandar os vocais da banda The Gossip, mas o que parece chamar mais atenção para ela é o fato de pesar 95 kg e ser lésbica. Não há dúvidas que a cantora força essas essas polêmicas, mas Beth acumula prêmios notáveis como no NME de 2006: A Pessoa Mais Fantástica do Rock, Glamour Awards – Artista Internacional do Ano de 2008 e também foi nomeada para a Mulher Mais Sexy do Ano no NME Awards de 2007. Veste-se com ousadia e não esconde as curvas de seu corpo, além da maquiagem clássica do batom vermelho e delineador preto que, atualmente, compõem facilmente o Rock Glam. Apesar das polêmicas que giram ao redor do seu peso e da sua sexualidade, o que mais chama atenção em Beth Ditto é a voz aguda somada ao rock alternativo moderno. Mas já que o assunto é rock, a atitude desleixada e o “não” às exigências sociais de aparência marcam Beth Ditto como ícone do rock mundial. Originalidade e zero de papas na língua. No vídeo de Listen Up fica claro que a cantora se diverte trabalhando e que seu talento compensa qualquer crítica sobre sua aparência.

A gótica Amy Lee (1981-):

Cantora, compositora, pianista e fundadora da banda Evanescence, Amy Lee é dona de uma voz versátil, emocionante e tem a beleza ressaltada pelas roupas e maquiagem influenciadas pelo Goticismo, Rock e Metal. Todos nós nos lembramos do tempo em que My Immortal fazia qualquer um chorar ao ouvir os vocais tristes e agudos de Amy; lembramo-nos também do clipe de Bring me to Life em que Amy cai de um prédio vestida de branco. Todas essas influências românticas, góticas e agressivas fizeram do Evanescence uma das bandas mais famosas do cenário do Metal e Rock Alternativos que ressoam até hoje no cenário musical. Amy fez parceria com o Korn e Seether, chegando a fazer um cover no piano de “Thoughtless“, uma música composta por Jonathan Davis (vocalista do Korn) que fala sobre bullying. As críticas para o album The Open Door não foram das melhores, mas a nova formação de 2011 promete um novo album incrível para a banda. Segundo algumas fofocas, Amy teria um grande complexo de superioridade, o que levou o Evanescence a perder cinco membros desde 1995. O que não dá para negar é a presença de palco de Amy (que merece aplausos no dvd Anywhere but Home), o talento dos dedos com unhas pintadas de preto no piano e da voz inconfundível e extremamente afinada de Amy Lee.

A baiana rockeira Pitty (1977-):

A baiana começou cedinho sendo influenciada pelo pai, em Porto Seguro, que tocava as baladas de Raul Seixas e o clássico The Beatles em bares. Mais tarde, a cantora encontraria suas próprias vertentes preferidas do rock, levando sua carreira também para o lado do Rock Alternativo. Fã confessa de  AC/DC, Nirvana, Alice in Chains, Metallica, The Smiths, Mars Volta, Queens of the Stone Age e Muse, Pitty muitas vezes também tentou levar o hardcore para seus álbuns. Admirável Chip Novo e Ana crônico foram os álbuns de rock mais vendidos de 2003 2 2005, respectivamente. No entanto, o maior acerto da cantora foi com certeza seu álbum mais recente, o Chiaroescuro. Como o nome já diz, o album é feito de paradoxos e até de experimentalismo, mas isso trouxe um equilíbrio maravilhoso para a música da baiana; a música Me Adora não saiu das rádios do Brasil por muito tempo, e Só Agora, música leve e com uma pegada mais pop-rock também foi sucesso. O clipe dessa mesma música tem fotografia vintage e traz uma visão mais pessoal da cantora e compositora. Casada com o baterista da banda NxZero, Daniel Weskler, Pitty inovou até na cerimônia: vestiu-se de vermelho ao invés de branco e escolheu um renomado bar ao invés da igreja. Mais uma vez, a originalidade e ousadia das rockeiras se faz presente, inclusive no Brasil.

A queridinha Hayley Williams (1988-):

Famosa seja pelos cabelos coloridos, ou pela voz poderosíssima para a idade, ou pelas fotos publicadas na internet, Hayley Williams é com certeza uma das rockeiras mais amadas da atualidade. A cantora e compositora faz parte do Paramore desde os 16 anos e enquanto a banda acumula seus próprios prêmios (7 só da MTV) Hayley já venceu duas vezes o prêmio de Artista mais Sexy e o Prêmio Fashionista. De todas essas artistas de quem falei, Hayley foi a única que eu vi ao vivo, e posso garantir que ela tem a voz maravilhosa, firme, doce e que tem uma presença de palco de fazer inveja (e inveja do cabelo, das roupas, do jeitinho…). Depois das complicações com saída de Josh e Zac Farro da banda, após o lançamento do Brand New Eyes, album que, supostamente, restaurou a união e amizade do Paramore, Hayley não se deixou abalar. Fortaleu os laços de amizade com Taylor e Jeremy e seguiu para a turnê no Brasil, mesmo depois de ter sido acusada de “monopolizar” a banda.  As marcas registradas de Hayley, antes mesmos dos cabelos esvoaçantes, do microfone amarelo e vermelho e das roupas, são a paixão pela música e pelo Cristianismo, ideais a que ela se agarra a muita fé. Recentemente, o Paramore participou da trilha sonora de Transformers: The Dark Side of the Moon com a música Monster, que nem de longe revela a identidade real da banda mas que vale a pena ser ouvida.

A neo rocker Taylor Momsen (1993-):

Muitos dizem que ela mudou para pior e que é apenas um estereótipo. Outros dizem que quer se parecer com Courtney Love. O que interessa é que Taylor, além de estrelar a série Gossip Girl como Jenny Humphrey, faz parte da banda The Pretty Reckless que revive elementos do punk-rock e do post-grunge, misturando características atuais às músicas. Com a voz arrastada, olhos de panda e pele tão clara quanto os cabelos loiros, Taylor se veste de forma ousada, muitas vezes com as clássicas cinta-liga, aviators, camisetas de banda e batom escuro. Sua atitude é desleixada: fala o que pensa e chegou a dizer que um vibrador é seu melhor amigo. Do começo das filmagens de Gossip Girl até os dias atuais Taylor mudou bastante: antes tinha cabelos curtos e se vestia com cores alegres e claras, por isso muitos dizem que a atitude que sustenta agora é golpe de marketing. Devemos lembrar é que Taylor é muito jovem e que, como todos nós, passa por transformações até se encontrar de verdade; o que, em parte, é um dos temas tratados nas músicas do album de estreia do The Pretty Reckless, o Light me Up. As músicas falam de erros do passado, da incapacidade de perdoar e de um vazio (que parece acompanhar todos aqueles que carregando a sina do rock nas costas). O clipe de Miss Nothing gerou grande polêmica pela sensualidade e a melancolia de Make me Wanna Die foi passada cruamente para o vídeo.

Bom, por hoje chega, né? Sei que me esqueci de várias mulheres super talentosas, mas a lista não podia ficar muito grande. Se você conhece pouco de algumas dessas artistas, busque mais sobre o trabalho delas! Eu mesma só conheci o The Gossip graças à pesquisa pra esse post, e adorei. Aproveitem os links e explorem ainda mais o cenário musical dessas estrelas!

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